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Quando isto der certo, a culpa é tua!!!

por N. L. Tulik, em 06.01.17

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Esse filho a quem pediste desculpa quando gritaste com ele porque afinal estavas cansada e a ter um mau dia, vai ser o primeiro a pedir desculpa quando for injusto com outros no futuro e o primeiro a perdoar porque sabe que todos erramos e somos humanos.

 

Esse filho a quem agradeceste de cada vez que apanhou os brinquedos ou tirou os pratos da mesa (mesmo quando essa tarefa é dele), vai saber apreciar um dia o esforço e trabalho dos outros.

 

Esse filho a quem sempre disseste “bom dia, meu amor” a sorrir de manhã mesmo que só te apetecesse dizer adeus ou “deixa-me tomar o café em paz e já falamos”, vai saber como um sorriso e umas palavras doces são tão importantes para começar o dia de qualquer um.

 

Esse filho que sempre te viu dar lugar aos idosos e grávidas e que nunca te ouviu dizer mal dos avós, vai ganhar respeito aos idosos e grávidas e não vai precisar que lei nenhuma lhe diga aquilo que os pais lhe mostraram a vida toda que é o correcto a fazer.

 

Esse filho a quem abraçaste e disseste “amo-te mesmo quando fazes asneira, estou aqui e vamos resolver isto juntos” vai saber que não precisa de ser perfeito para ser digno de amor.

 

Esse filho a quem sempre elogiaste o trabalho, a dedicação, o esforço e a paixão, vai crescer sem procurar validação exterior porque sabe que um trabalho bem feito é a sua própria recompensa.

 

Esse filho a quem disseste “eu acredito em ti e eu sei que consegues” quando estava frustrado por não conseguir fazer uma tarefa mas a quem deste uma mãozinha na mesma assim que ele se propôs a fazer o trabalho, vai ser aquele adulto confiante que acredita em si mas que dará sempre a mão aos outros quando vir que precisam.

 

E assim o teu filho educará os teus netos. Não porque é a melhor maneira mas porque é assim que ele é. Porque tudo o que aprendeu veio do exemplo vivido e não das palavras ralhadas e das obrigações. Tudo o que ele é, é uma extensão da tua vida e de como a viveste, gostes disso ou não.

 

Parem de tratar as crianças como uma espécie à parte. O que não é aceitável fazer a um adulto (bater, ralhar, responder torto, castigar) muito menos é aceitável a quem está ainda a tentar perceber o mundo. Tratem as crianças como seres humanos dignos de amor e respeito e eles aprenderão pelo vosso exemplo a empatia, a compaixão e o respeito pela dignidade humana.

 

Desculpem o quase plágio mas eu prefiro dar o exemplo do que acho que está certo do que estar sempre a recriminar porque isso só dá merda. É que a educação dá-se pelo exemplo e o amor gera amor. Quando tudo o que temos para eles são palavras ríspidas, amargas e cheias de acusações, eles aprendem a usar essas palavras e a destilar esse ódio que andamos a criticar nos outros.

 

Por isso, em vez de criticares o teu filho, mostrar-lhe todos os dias o que queres que ele seja. Porque ele é uma esponja, absorve tudo o que fazes, dizes e até pensas. Se queres mudar o mundo não comeces pela tua casa, começa por ti.


5 comentários

De Kiki Família 3 e 1/2 a 06.01.2017

Dou os parabéns pela capacidade de oportunismo! Ou parasitismo. É realmente fácil pegar num post com mais de 2.000 partilhas e fazer a sua própria versão sem sequer mencionar a fonte. Um simples pedido de desculpa pelo "quase plágio" não me parece de todo suficiente. Um blogger não o é apenas porque escreve coisas na internet, convém ter capacidade para o fazer sem recurso a cópias de outros blogs. Obrigada e bom ano!

De N. L. Tulik a 07.01.2017

Olá Kiki,

Este texto foi originalmente publicado por mim como post num grupo fechado de facebook acerca de educação, logo a seguir à partilha do seu post no mesmo grupo. Foi escrito no espírito de resposta ponto por ponto em versão mais positiva, pelo que dispensava referências nesse contexto.

No entanto, seguiram-se vários comentários a pedir para partilhar o que escrevera e como se trata de um grupo fechado e que por isso mesmo não permite partilhas, coloquei uma cópia neste blog para que pudessem partilhar. Foi uma partilha que partiu do coração sem segundas intenções.

É evidente que devo agradecer ter escrito o seu post porque sem ele eu não teria partilhado o meu coração. Não se trata de oportunismo, apenas de uma maneira diferente de ver e escrever a vida.

De Ana a 07.01.2017

Muito melhor. E principalmente não permite as respostas de gente exagerada, coloca a medida certa logo no próprio texto.

De Ana a 08.01.2017

Perfeito. Parabéns.
Li o post "original" que chegou até mim através de uma partilha no facebook e detestei. Não me conseguiu transmitir rigorosamente nada de bom. Pelo contrário. Que péssima energia! Graças a Deus sou uma mãe que conversa, que ajuda, que dá o exemplo e posso dizer que ao fim de 26 anos e quatro filhos o saldo é francamente positivo.

Desconhecia o blog de onde partiu a versão original deste texto contudo após me deparar aqui neste espaço com o comentário tão amargo (e até ofensivo) da sua autora e, no mesmo dia, ter lido o post em questão, para mim está apresentado. E não se recomenda.

Beijinho e tudo de bom. Estou certa que uma pessoa com a sua visão da maternidade só poderá ter filhos felizes. :)

De Anónimo a 08.01.2017

Gostei. Prefiro que as coisas corram bem.

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